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Ginástica Laboral

Vimos nas últimas semanas como a postura inadequada no posto de trabalho pode levar às pessoas a ter problemas diversos de saúde interferindo de modo negativo na qualidade de vida dos trabalhadores e custo do empregador.

Empresários inteligentes vêm buscando alternativas para diminuírem esse custo com despesas médicas e ou afastamentos de empregados acometidos por doenças do trabalho justamente quando esses têm mais experiência profissional. A perda é tanto do empregado como do empresário. Medidas simples podem ser adotadas tais como, rotatividade nas funções, treinamentos periódicos sobre ergonomia, saúde e segurança no trabalho, incentivo à atividade física, postos de trabalho adequados e implantação da ginástica laboral, uma atividade física simples cujo objetivo é o relaxamento e a quebra de rotina dos movimentos repetitivos de algumas funções. Quem trabalha digitando visa prevenir a L.E.R. (Lesões por Esforços Repetitivos), uma doença, cujos índices aumentou muito com a evolução da informática. Quem trabalha em pé, pode evitar dores na coluna e problemas circulatórios.

É importante frisar que apesar de simples a ginástica laboral deve ser adequada a cada tipo de trabalho em função das posturas adotadas e problemas de saúde a que estão sujeitos. Por isso, o profissional de Educação Física deve ter conhecimento mais amplo nas áreas de fisiologia do exercício, ergonomia, técnicas de relaxamento, alongamento, segurança do trabalho, medicina ocupacional, massagem e dinâmica de grupo. Não é simplesmente trazer a filosofia de academia para os postos de trabalho porque o objetivo é outro. Se o profissional tiver ainda uma visão gerencial, melhor ainda porque fica mais fácil negociar com os gerentes. Depende deles “comprar a idéia” da Ginástica Laboral. Se eles não forem convencidos o projeto não emplaca e para convencê-los é preciso, como se diz no popular, falar a mesma linguagem do cliente. Isso implica conhecer o foco, o ramo de negócio, o perfil e a cultura da empresa que o profissional de Educação Física se candidata a prestar serviços. Implica ainda conhecer as leis trabalhistas, estar atualizado com o programa da Qualidade e mostrar para seu cliente a tendência atual de mercado das empresas em desenvolvimento. Investimento no ambiente de trabalho. Empregados satisfeitos rendem mais pelo simples fato de serem mais prestativos e colaboradores. O empresário que os trata como peças descartáveis não tem mão de obra especializada e será pequeno sempre.

Quanto ao profissional de Educação Física, graduado ou provisionado na categoria “ginástica” tem a competência de ministrar as aulas de Ginástica Laboral de acordo com a resolução 073/04 do CONFEF (Conselho Federal de Educação Física) e a lei 9696/98.

Uma idéia que costuma não dar bons resultados é o empresário dispensar os serviços profissionais e continuar a Ginástica Laboral com os chamados multiplicadores que são empregados da própria empresa sem habilitação em Educação Física, achando com isso estar economizando. Além disso, se caracterizar em exploração de mão de obra barata e exercício ilegal da profissão, o suposto barato pode sair muito caro. O empregado se demitido ainda pode requerer na Justiça direitos ao acúmulo de funções e no caso não faltará provas. Outra agravante é que, sem formação e informação os multiplicadores fatalmente poderão estar contribuindo com um risco ainda maior na saúde dos empregados.

Uma dissertação de Angeliete Garcez Militão na obtenção de título de mestre em Engenharia de Produção evidenciou que a Ginástica Laboral quando orientada pelo profissional de Educação Física reduz significativamente problemas relacionados a dores, desanimo, falta de disposição, insônia, irritabilidade, promovendo melhor qualidade de vida. Quando a orientação é feita somente por multiplicadores, os empregados no mínimo deixam de ganhar benefícios ficando o programa muito limitado. Os multiplicadores são muito úteis desde que estejam sob responsabilidade e orientação de um profissional de Educação Física. Melhor ainda se esse programa estiver composto por uma equipe multidisciplinar de saúde. Determinados problemas podem ser avaliados e tratados individualmente sem afastamento do empregado. Empresários inteligentes investem na força de trabalho. Trabalhe para viver... Não para morrer!!!

Créditos:
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529
lcmoraes@petrobras.com.br ou lcmoraes@compuland.com.br
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